terça-feira, 10 de novembro de 2015

Depois das três

Já não há mais sinais vermelhos

Nem nada que me possa parar

Caminho sozinho pela estrada

Sem ter com o que me preocupar


Não é mais noite e ainda não é dia

Eu perdi a noção do tempo

A madrugada é silenciosa e sombria

E é toda minha nesse momento


O retrovisor é a única companhia

Já que todo mundo está dormindo agora

A minha luz a estrada ilumina

E, assim, vou seguindo embora


Atrás de um lugar que me pertença

Onde eu possa descansar

Me desvincular da estrada

E dela me libertar


Já são três e quarenta

E ainda não parei de acelerar

Sigo sozinho na estrada

Sem nada que possa me parar

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A mim mesmo.

Nem medo, nem ódio, nem paixão.

Guia-te apenas pela razão.

Olha-te no espelho e domina-te!

Com coragem e tranquilidade, encares os teus problemas de frente.

Quando estiveres distraído, acalma-te.

Respiras profundo e sigas adiante.

Meditas, pelo menos, uma vez ao dia.

Acostuma-te contigo mesmo.

Esforça-te para tornar simples a tua vida.

Pratiques cada vez mais o desapego.

Tenhas disciplina e dedicação.

Aprendas a ouvir a voz do silêncio.

Escutas, também, o que diz teu coração.

Ames com todas as tuas forças.

E nunca limites o teu amor.

Livra-te de todo o desejo.

Ignores a tua dor.

Guarda-te sereno a todo o momento.

Não permitas que nada externo te perturbe.

Tornes puro o teu pensamento.

E venças a tudo aquilo que te ilude.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Uma dose de altruísmo

Todos realmente sabemos o significado de altruísmo?

É fácil dizer “eu sei me colocar no lugar do outro” ou “eu entendo a sua dor”, mas será que é somente isso mesmo?

Somos habituados a julgar o próximo a cada ato realizado. Quando nos “colocamos no lugar do outro”, levamos junto as nossas crenças e os nossos pontos de vista. Mas não fazemos questão de ouvir ou sentir o que acontece com aquele ao qual buscamos compreender. Isso nos impede de realmente nos colocar no lugar do outro, pois julgamos a atitude do outro com base na lógica do “eu no lugar dele(a) agiria assim…, por que será então que ele(a) agiu assim?” e paramos aí. Não aprofundamos a análise para realmente entender o porquê da atitude do próximo. Não consideramos o que deu errado na sua manhã ou se ele perdeu um ente querido no dia anterior, apenas julgamos.

E julgamos rápido demais porque temos pressa. Não temos tempo de ouvir ou sentir os demais.

Nós não estamos acostumados a olhar para o outro com um olhar despido das presunçosas lentes do orgulho. Não nos importamos de verdade com a dor alheia. Seja por medo de senti-la também ou simplesmente por ignorá-la.

O medo de sentir a dor do outro acaba nos automatizando e fazendo com que fiquemos “frios” quando expostos à fragilidade alheia.

A ignorância traz felicidade, mas também nos torna ingênuos. Ignorar a dor do outro é muito mais cômodo do que enxergá-la e tentar compreendê-la. Mas essa escolha esconde uma imensidão de egoísmo que, com o tempo, acaba tornando-se indiferença. E a indiferença é o pior dos sentimentos.

A solução para esse problema (não observar a dor alheia como ela realmente é) é simples: precisamos observar mais o mundo ao redor, conversar de verdade com as pessoas e ouvi-las de coração aberto, despido de preconceito, orgulho e pressa.

Muita luz e mais altruísmo para você!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Um pouco de você

Da conversa, a amizade
Do beijo, a paixão
Um carinho; um abraço
Te entreguei meu coração

Você sempre me guia
Quando estou perdido
Com sua luz, a minha vida ilumina
Me aquece e me salva do frio

Nos teus olhos, eu vejo a verdade
As tuas mãos me mostram o caminho
E mesmo que, às vezes, me deixe só na vontade
Contigo quero estar mais um pouquinho

Nos teus lábios, eu me derreto
Perco a cabeça e me esqueço
De que um dia pude viver sem ti

Retorno a consciência quando te deixo
Mas logo, mais uma vez, eu me perco
E fico sonhando em roubar você pra mim

Mas, na realidade, foi você que roubou a minha atenção
O meu dia, a minha noite e o meu coração
Saudades de você, minha fonte de luz e de inspiração

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Faça o que tem que ser feito!

Há muito tempo, vinha fazendo apenas o que queria, deixando de lado suas obrigações e seus deveres.

Ele caminhava à noite como o lobo que parte em direção da presa. Nada poderia detê-lo.

De dia, dormia como um rei.

Passaram-se os dias.

Passaram-se os meses.

Passaram-se alguns anos.

Nada mudou em sua vida.

Vivia a liberdade plena de ser dono de si, mas não sabia o que fazer consigo mesmo, pois vivia sem rumo.

Vagava pelas estradas; distraía-se com a paisagem; perdia-se no caminho.

Até que encontrou um objetivo que o tirou da inércia. Uma batalha digna de ser disputada. Uma guerra longa e que exigiria o máximo dele para ser vencida.

Deixou de lado algumas atividades com as quais vivera por anos para poder se dedicar a esse novo objetivo.

Mas o seu gênio interior estava muito acomodado, preguiçoso e indisciplinado. Como um imperador, ditava cada passo que ele tomava rumo à derrota.

Porém, um dia ele refletiu sobre a sua vida e decidiu mudá-la.

Decidiu que, a partir dali, faria o que tinha que ser feito, não apenas o que queria fazer.

Redefiniu suas prioridades e traçou metas para alcançá-las.

Enxergou o quadro como um todo e viu que, para vencer a guerra, ele teria que se dedicar muito mais e fazer de cada batalha diária a sua vida.

E assim passou a viver.

Ele ainda não sabe se vencerá todas as batalhas e/ou se vencerá a guerra, mas sabe que dedicará cada segundo de sua vida ao que for necessário para vencê-las.

Vida longa ao homem que dominou o seu gênio interior!