sábado, 27 de agosto de 2016

Nunca duvide da capacidade humana de lhe surpreender

Normalmente, agimos da melhor forma e esperamos que as pessoas reajam bem ao que lhes é dado
Grande engano nosso
Não temos controle algum sobre como as pessoas interpretarão que lhes é dito ou feito
Repetimos o grande erro de criar expectativa na reação do outro
Sabemos que não temos controle de nada na vida, além de como interpretaremos o que o mundo nos traz
Mas ainda assim esperamos que “as coisas ocorram como planejamos”
E quando isso não ocorre, sofremos
Ficamos frustrados
Lamentamos
Mas espera, você não fez o seu melhor?
Por que sofrer então?
Não devemos criar expectativa na reação dos outros, pois o ser humano é complexo demais para ter suas reações previstas
O que nos resta é fazer o melhor
Falar da melhor forma
Seguir a voz do coração
Dar e não esperar nada em troca
Não esperar gratidão
Não esperar retribuição
Não esperar nem sequer um sorriso
Apenas devemos ser fonte de luz e amor
Se os destinatários de nossas ações e palavras não estiverem prontos para recebê-las ou valorizá-las, não devemos ficar frustrados
Não devemos sofrer
Pois nada disso está no nosso controle
A forma como o outro reage não está nas nossas mãos
As nossas palavras e ações são a flecha
Nós somos o arco e o arqueiro
Miramos no alvo, fazemos o melhor para acertá-lo
Mas não temos controle sobre a flecha
A lançamos da melhor forma que podemos
E temos a intenção de acertar o meio do alvo
Mas não temos controle algum sobre o que acontecerá no trajeto
Caso a flecha não acerte o alvo, só nos resta lançar a próxima flecha de uma forma ainda melhor
Nos aprimorar e continuar tentando
Acertaremos algumas vezes
Erraremos outras muitas
Só não podemos deixar que os erros nos frustrem
Faça sempre o seu melhor
Dê o seu melhor
Seja o seu melhor


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Titanium

Quem sabe ela queria apenas sair?
Simplesmente dar uma volta por aí..
Talvez precisasse de um pouco de espaço,
De um tempo para se descobrir...

Ela partiu há menos de um dia
Sem ninguém saber para onde..
Em nossos peitos ficou a agonia
De quem perdeu seu horizonte

A esperança é um dos piores sentimentos que existe,
Pois representa a carência do que não se tem
Significa querer muito algo
Que nunca se sabe se realmente vem

Eu a procuro a cada rua ..
Busco em cada olhar..
Vestígios que não existem..
Algo que possa ajudar

Não desisto porque sei que ela ainda está por aí
Sinto o seu coração batendo
Nada pode lhe destruir
Ela é feita de titânio

sábado, 20 de agosto de 2016

Hoje, chorei.

Fazia meses que não chorava.
Ao longo desse ano, presenciei amigos perdendo familiares
Perdi parentes, amigos
Não chorei
Fui a tantos velórios ano passado que aprendi a aceitar a morte como parte do processo
Senti muita tristeza
Senti muita dor
Mas não chorei

Hoje, porém, chorei

Chorei por compaixão;
Chorei por raiva;
Chorei, acima de tudo, por vergonha.

Chorei após ler a página 4 desse documento: http://www.mercyforanimals.org/files/GVPC.pdf
Antes, eu havia visto o vídeo que há nessa página http://www.sobreacarne.com.br/
Ver esse vídeo, me trouxe todos os sentimentos listados acima..
Compaixão, vergonha, raiva, revolta.
Enquanto lia o documento mencionado, ouvia o mantra hare krishna - https://www.youtube.com/watch?v=VP623hMbAIA
Li as 3 primeiras páginas e estava “ok”.
Quando estava lendo a 4ª página, mais especificamente a parte que conta a história da galinha Esperança, um milagre aconteceu:
As lágrimas escorreram dos meus olhos, mas elas não vieram deles.
Elas vieram do coração.
Não consigo descrever em palavras o que eu senti,
Mas esse choro me fez ter ainda mais certeza de que estou começando a trilhar o caminho certo.
Como um chamado, essa união do mantra ouvido mais o texto de compaixão lido com os sentimentos de revolta, vergonha, compaixão e, claro, amor, chegou até mim junto com o choro

Compartilho essa experiência de luz para ajudar outras pessoas e também para me ajudar a sempre manter em mente do porque desse caminho;
Para me ajudar a não esquecer jamais de ter compaixão para com todos os seres vivos
O Budismo ensina isso. A Yoga ensina isso. Jesus ensinou isso.
Por que relutamos tanto em viver de verdade o amor verdadeiro?
O amor descompromissado e desinteressado...
O amor puro e latente...
O amor revolucionário...
O amor sem destinatário...
O amor gratuito...
O amor amoroso...
O amor amor...
O amor.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Imagine um mundo sem muros.

Ao longo do tempo, o homem cria muros para se proteger.

Muralhas protegiam os castelos na Idade Média. Muros protegem as nossas casas hoje.

Mas os muros não apenas protegem, os muros separam, segregam.

Muros separam as nossas casas das casas dos vizinhos. Muros mantém os presidiários no presídio e os segregam do resto da sociedade. Muros nos separam da natureza que constantemente tenta retomar o terreno que sempre foi dela.

Muros separaram e ainda separam os homens por diversos motivos:
  • A China passou 20 séculos construindo a muralha de 8.850 Km de comprimento para defender-se dos ataques dos povos nômades do norte;
  • Um muro bem menor, mas de maior importância histórica atravessou Berlim e dividiu o mundo durante a Guerra Fria;
  • Outros muros também construídos no período pós-2ª Guerra Mundial, foram os muros da Irlanda do Norte. Estes foram construídos para separar os católicos, apoiadores da unificação da Irlanda, dos protestantes, favoráveis à permanência da integração da Irlanda do Norte com o Reino unido. Tendo como mais famoso o Muro de Belfast (capital da Irlanda do Norte), estes muros duram até hoje, mas estão com os dias contados. A previsão é que até 2023 sejam todos eles destruídos;
  • Na ilha do Chipre, após a sua independência na década de 60, vários conflitos ocorreram entre a sua população (a maioria de origem grega e uma minoria de origem turca), gerando a necessidade de intervenção esterna para que um “cessar fogo” fosse efetivado. Criou-se então uma zona de paz, chamada de linha verde, que dividiu o território cipriota em dois. Essa linha atualmente, também chamada de “zona de tampão”, separa as duas comunidades através de uma combinação de barricadas, sacos de areia, arame farpado e postos de guarda;
  • Tendo o início da sua construção em 1994, o muro que separa a fronteira dos Estados Unidos da América com o México tem por objetivo impedir a entrada de imigrantes ilegais que buscam melhores condições de vida ao entrar clandestinamente no território estadunidense;
  • Mais atual, tendo início em 2002, o Muro da Cisjordânia (também chamado de Muro de Israel) foi criado para servir de barreira entre o território árabe da região da Cisjordânia e o território judeu, representado pelo Estado de Israel;
  • Em 2014, a Arábia Saudita terminou o muro de 900 quilômetros construído no deserto para separar a sua fronteira com o Iraque. O objetivo deste muro é impedir a entrada de pessoas, armas e mercadorias, contendo, assim, possíveis ofensivas terroristas jihadistas iraquianos e de membros do Estado Islâmico.
Analisando esses exemplos, nota-se que os muros criados sob as mais diversas justificativas foram, na verdade, criados em decorrência da nossa incapacidade de comunhão com os demais da nossa espécie.

Não aceitamos os demais como eles são e dessa falta de empatia e compaixão surgem os sentimentos que substanciam os diversos conflitos que sempre assolaram a humanidade. 

Sentimentos como intolerância, inveja, cobiça, ambição, medo, ódio, preconceito, egoísmo, entre outros similares, além de criarem muros que nos separam dos demais, refletem a ausência do principal sentimento que existe: o amor.

Jonh Lennon combateu todas as espécies de muros que separam os homens na sua clássica música “Imagine”, cuja tradução transcrevo abaixo.

Imagine não haver o paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum Inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu


Imagine todas as pessoas
Vivendo o presente


Imagine que não houvesse nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também


Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz


Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só


Imagine que não ha posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens


Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo


Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo viverá como um só”


domingo, 14 de agosto de 2016

Amor é ação.

Amor é ação, não abstenção.
Amor de verdade é liberdade.
Amor é sair de casa às 20:45 para ver a pessoa amada
Mesmo sabendo que tem que acordar às 5 e 30 da madrugada

Deixar de fazer algo que sente vontade não é amor;
Abrir mão de viver uma experiência boa também não é
Amor é fazer tudo que se pode para dar um pouco de sabor
À vida daquela que você chama de sua mulher

Amor verdadeiro é como dois pássaros em um ninho
Lá, ficam juntos e se amam
Mas nada impede que cada um também voe sozinho

Caso algum voe para longe demais
Este é livre para voltar se desejar
Assim, o pássaro vive e voa em plena paz
E, no fim da noite, acaba escolhendo ao seu ninho retornar

Quando não há liberdade em um relacionamento
O amor fica seriamente prejudicado
Como um pássaro que era livre se sente
Quando em uma gaiola fica o tempo todo enclausurado

Na primeira oportunidade que tiver
Ele voa para longe dali
Nunca mais regressa para a gaiola
Pois somente livre é feliz

Que seu amor seja livre e voe para onde seu coração mandar
Que seu ninho seja tão bom que você sempre escolha retornar
Que suas asas nunca lhe sejam cortadas
Que sua companheira jamais duvide do quanto é amada

Não se anule nem anule que lhe dê a mão
Sempre exista, mesmo que também seja parte de um todo
Tente sempre dizer sim, mas também saiba dizer não

Viva o que tiver que viver quando for a hora
Esteja sempre presente no presente momento
Não se perca na ilusão do que vem de fora
Tudo que você precisa está aí dentro

Todo amor e toda luz
A essência do que você é de verdade
Que tudo que lhe conduz
Seja sempre o objeto da sua vontade

Aja sempre em nome do amor
Viva em nome da felicidade
Mas, se preciso for,
Morra em prol da liberdade