Ontem,
o mundo assistiu a duas trocas quase que simultâneas de cinturões
do UFC. Luke Rockhold tomou o cinturão de Chris Weidman. Logo em
seguida, José Aldo foi destronado por Conor McGregor.
Em
ambos os casos, os resultados das lutas aparentemente decorreram
diretamente de falhas técnicas cometidas pelos até então campeões.
Muito se disse a respeito do tal “erro dos campeões”.
Realmente,
os campeões erraram. Da mesma forma que o Anderson Silva errou na
primeira luta contra o Chris Weidman e a Ronda Roussey errou na luta
em que perdeu seu cinturão, os ex-campeões dos pesos galo e médio
do UFC também erraram ontem.
Mas
será que os resultados decorreram mesmo dos erros dos ex-campeões
ou, como prefiro, decorreram do acerto dos novos campeões?
É
quase aquela história do meio cheio ou meio vazio.
É
óbvio que, em todos os casos referidos acima, os ex-campeões
cometeram erros técnicos, mas também os novos campeões estavam
preparados para agir do modo correto, na hora certa, e liquidar as
lutas.
Se
não estivessem preparados, de nada valeria o erro dos campeões.
Mérito dos atuais campeões. Eles treinaram bastante, estavam aptos
física e mentalmente e agiram no momento em que tinham que agir.
Assim, aproveitaram a oportunidade no exato momento em que ela
surgiu. Isso é característica de um campeão de verdade.
O
erro dos ex-campeões não desqualificou a trajetória deles, mas o
acerto dos atuais campeões qualificou-os como tais e isso deve ser
levado em conta.
Portanto,
mais do que falar do “erro dos (ex-)campeões”, faz mais sentido,
para mim, falar do “acerto dos (atuais) campeões”.
Que
isso sirva de exemplo para todos nós: como humano (campeão ou não),
uma hora você pode (e vai) falhar; como campeão, você deve estar preparado para aproveitar a oportunidade no momento em que ela
surgir, independentemente de quando seja esse momento.
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