terça-feira, 11 de agosto de 2015

Bradesco, te odeio.

Ontem fui abrir uma conta em um banco decente e tive uma surpresa: “não dá para abrir a conta porque seu nome está no SERASA desde 2012 por causa de uma dívida como o Banco Bradesco”.
A minha primeira reação foi: - tá de brincadeira, né? Como assim "dívida com o Bradesco"? Nunca fiz nenhum empréstimo ou algo do tipo...

Depois, pensando melhor e forçando a memória, lembrei: eu trabalhei na Assembleia Legislativa e recebia pelo Bradesco. Ok, realmente já tive algum vínculo com o referido banco.
Eu deixei de trabalhar na Aleam em setembro de 2012 e fiz questão de encerrar a minha conta duas semanas depois, pois eu já sabia que deixar conta ativa no Bradesco era a maior burrice que uma pessoa poderia fazer.
Lembro como se fosse ontem: eu fui à agência na qual abri a minha conta (a fica dentro da Aleam) e pedi para encerrar a conta. A gerente na época – Karla (com K mesmo. Nunca esqueci esse nome porque não teve uma única vez que essa mulher tenha me atendido bem ou resolvido meu problema) – me disse que eu estava com saldo negativo de R$24,00 e teria que pagar antes de encerrar a conta.
Ok. Fui ao caixa, depositei os R$24,00 e retornei com ela.
Após mais ou menos meia hora, ela apertou a minha mão e disse: “pronto, a sua conta está encerrada”.
Não lembro se ela me deu algum recibo. Como não achei nenhum, creio que ela realmente não tenha me dado nenhum. Esse foi o meu erro.
Saí da agência e fui num caixa eletrônico. Ao colocar o cartão na máquina, obtive a resposta de que o cartão não era mais válido. Que bom – pensei -, finalmente me livrei deste banco. Grande engano.

Hoje fui novamente à agência da Assembleia e falei com o gerente – não é mais a Karla. Ele me disse que a dívida existe e ele não tinha como resolver, pois só poderia renegociá-la. Mas aconselhou que eu fosse na agência à qual a agência da Aleam é vinculada, para conversar com a gerente-geral.
Segui o conselho e fui ao centro. Chegando lá, conversei com a gerente-geral, que me informou que a dívida decorria das taxas de uso do cheque especial; que a minha conta não foi encerrada e só o que ela poderia fazer era renegociar a dívida.

Ou seja, passados 3 anos desde que “encerrei” a minha conta, descubro que devo R$1.200,00, decorrentes das taxas mensais do cheque especial (como a gerente não fechou a conta, foi incidindo uma TAXA PELA POSSIBILIDADE DE USO do cheque especial – que aliás eu NUNCA usei - a cada mês, gerando uma dívida que era satisfeita automaticamente pelo próprio cheque especial, que no outro mês aumentava cada vez mais, pois virou uma bola de neve – ou seria de merda? - onde a dívida do cheque especial de um mês era paga com o cheque especial do outro mês, aumentando a dívida total).
Assim, a taxa (da possibilidade) de uso do cheque especial, que deveria ser algo em torno de 20 e poucos reais, virou essa superdívida que sujou o meu nome no SERASA.

Como realmente não tenho o comprovante do encerramento da conta, só me restou renegociar a dívida e pagar R$200,00 (valor referente às "taxas atrasadas") à vista, tendo como “descontados” os valores referentes a juros e atualizações.


Em resumo, Bradesco, você tentou me roubar R$1.200,00. Não conseguiu. Mas me roubou R$200,00 e 3 horas da minha vida. Eu realmente nunca gostei de você, mas não o odiava.
Hoje eu te odeio.

Segue abaixo a minha vontade de hoje:


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